Os preços ao produtor dos EUA subiram 1,3% em setembro em relação a agosto, segundo dados do Bureau of Labor Statistics divulgados na quinta-feira, 15 de outubro. Foi o maior aumento mensal desde março de 2022 e mais que o dobro dos 0,6% esperados pelo mercado. Na comparação com um ano antes, os preços ao produtor subiram 6,3%.
O que foi divulgado
O Bureau of Labor Statistics dos EUA divulgou o índice de preços ao produtor (PPI) de setembro na quinta-feira, 15 de outubro, às 12:30 UTC. O PPI acompanha os preços que as empresas recebem pelo que vendem, por isso costuma ser visto como um sinal antecipado de pressões de custos na economia. Tanto a Reuters quanto a Bloomberg informaram que a alta mensal foi a mais forte em mais de quatro anos.
Os números
Os preços ao produtor no índice cheio subiram 1,3% em setembro na comparação mensal. A previsão do calendário econômico era de 0,6%, e a leitura anterior, de agosto, foi de 0,4%. Na comparação anual, os preços avançaram 6,3%, segundo a Bloomberg. O calendário também trazia previsão de 0,3% para o PPI núcleo, que exclui alguns dos itens mais voláteis, após 0,2% no mês anterior; o número efetivo do núcleo não constava nas fontes que consultamos. A Bloomberg associou o salto ao aumento dos custos de energia, que se espalham pela economia dos EUA.
- 1Custos de energia mais altosEspalhando-se pela economia dos EUA
- 2Salto nos preços ao produtorAlta de 1,3% em setembro
- 3Pressão inflacionária no radarPerspectiva de juros do Fed em foco
Por que isso importa
Os preços ao produtor importam porque empresas que enfrentam custos mais altos podem repassar parte deles aos consumidores ao longo do tempo, o que pode pressionar a inflação ao consumidor. A inflação é um dado central para o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, ao definir sua taxa básica de juros, a taxa que influencia o custo do crédito em toda a economia. Uma leitura tão acima da previsão chama, portanto, a atenção de quem acompanha o dólar americano, os índices acionários dos EUA e o ouro. Comentários divulgados pela Bloomberg no dia mostraram como economistas e estrategistas interpretaram os dados.
Ela descreveu a economia dos EUA como desequilibrada, com a inflação em alta enquanto os salários não acompanham o ritmo.
Ela não espera que o Fed aumente os juros na próxima reunião, apesar dos dados mais fortes de preços ao produtor.
Opiniões relatadas pelas fontes, não opiniões da Optencis.
O que acompanhar a seguir
O primeiro ponto a acompanhar são os preços de energia, já que foram apontados como o principal fator da alta de setembro. A próxima reunião do Fed também está no foco, pois seus dirigentes avaliam esses dados junto com outros indicadores. As próximas divulgações de inflação ajudarão a mostrar se os custos mais altos para os produtores estão chegando aos consumidores. Vamos acompanhar essas divulgações assim que saírem.



